A Cloroquina de hoje, pode ser o Canabidiol de amanhã

Como explicar a ineficácia ou eficácia da famigerada Cloroquina, a tag de assunto mais em voga hoje no Brasil, sem duvidas é esse remédio usado há décadas no tratamento da malária e de algumas doenças reumatóides. De uma hora para outra a medicação tornou-se tema de debates nas redes sociais e canais de TV. Tudo que se pesquisou hoje sobre o assunto, teve como premissa uma dosagem alta dessa medicação e seu uso determinado através de um protocolo bastante duvidoso, onde a indicação era para pacientes em estado grave, ou seja, a medicação deveria ser usada como última tentativa em casos críticos envolvendo a vida. 

Concomitante a isso um pesquisa realizada em grandes hospitais de São Paulo, observou uma resposta satisfatória de pacientes que estavam nos primeiros dias dos sintomas da covid-19. De forma muito estranha e esquisita rapidamente a grande mídia tratou de rebaixar o tratamento, usando como arma a opinião de diversos médicos, alguns deles epidemiologistas, que afirmam aos quatro ventos que a medicação é sem total eficácia e o uso pode trazer seríssimos danos cardíacos aos pacientes.

É visivel a batalha de narrativas nesse exato momento no Brasil e no mundo, tendo como pano de fundo a maior pandemia dos tempos modernos. A tentativa dessas autoridades de saúde em desqualificar e muitas das vezes dar as costas, a pesquisa realizada em três grandes hospitais de São Paulo, se deve também ao fato da Cloroquina ser desde as primeiras semanas da pandemia uma indicação de Donald Trump e aqui no Brasil do presidente Jair Bolsonaro. 

Excluiram da discussão o mais importante, a vida de pessoas combalidas em leitos de hospitais ao redor do país. Soa muito estranho uma pequena parcela de profissionais da saúde a favor da medicação e um batalhão contra. Na guerra de narrativas, pouco importa as vidas em jogo, na maioria das vezes o posicionamento de viés politico é o cerne da questão. Hoje dia (20) o governo federal soltou um novo protocolo de uso da medicação, visando normas de uso, incluindo a parte mais importante que esteve excluída no primeiro protocolo. Nunca é tarde para lembrarmos do caso que anos atrás envolveu o Canabidiol, quando familias que tinham filhos que sofriam de uma doença neurológica, que causava sérias convulsões em pequenos espaços de tempo, levantaram a bandeira de legalização do uso da medicação, pois a mesma era a única capaz de auxiliar no tratamento. 

Da mesma forma que hoje, na época um grande número de médicos também se opunham ao remédio Canabidiol, porém com o passar do tempo, essas familias obtiveram a permissão para importar a medicação de países estrangeiros, e depois de algum tempo e de muita pressão a Anvisa voltou-se a analisar a eficácia e recentemente liberou a fabricação a nível nacional do remédio, que além de tratar os casos neurológicos, sabidamente também pode ser usado no tratamento de algumas outras doenças. O que estaria por detrás de todo o discurso contrário a Cloroquina? Sabemos que laboratórios ao redor do mundo, movimentam uma das mais milionárias indústrias do planeta, talvez essa informação ajude-nos a refletir sobre a intenção por detrás da campanha anti-cloroquina.

(*) Natanael Castro, editor.  
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