AGRADECIMENTO À ACADEMIA LUMINENSE DE LETRAS – ALPL

“Agradeço ao destino por ter-me feito nascer pobre. A pobreza foi-me uma amiga benfazeja; ensinou-me o preço verdadeiro dos bens úteis à vida, que sem ela não teria conhecido. Evitando-me o peso do luxo, devotou-me à arte e à beleza. ” (Anatole France)

A data de 9 de maio de 2020, passará a fazer parte de um dos momentos mais felizes da minha vida. Experimentar a possibilidade de tornar-me imortal da ALPL, por si só representa, no momento presente, o apogeu da minha modesta carreira como escritor, cronista e poeta maranhense. Advindo de Rosário, onde nasci, terra próxima e pacata que me permitiu as primeiras letras e a partir da qual o horizonte para o mundo se abriu. 
Diante da nota oficial expedida nesta data, que reproduzo a seguir: “Hoje 9 de maio a ALPL completa 12 anos de existência. Registra oficialmente como um grande presente os escritores: Wanda Cunha e José Carlos Sanches. Já se encontra pronta a ATA dos seus registros oficiais homologados pela Comissão de Avaliação da ALPL. A solenidade de entrega de suas respectivas cadeiras dar-se-á quando a situação da saúde se normalizar. Desejamos aos nossos novos membros, boas-vindas! Ferreira da Silva – Presidente de ALPL. ”
Em resposta enviei a seguinte mensagem: “Estimados confrades confreiras recebo com muito orgulho e honra a homologação da Comissão de Avaliação da ALPL e do Presidente desta prestigiada Academia ilustre Ferreira da Silva, pela acolhida. Nesse momento gostaria de estar com vocês comemorando essa conquista, mas sabe Deus os planos para nossa vida e quis que assim fosse, por isso estou feliz, ainda que distante, em breve após a pandemia do Covid-19, nos encontraremos para festejar. Espero poder retribuir a receptividade e generosidade de todos vocês e representar à altura o nome da ALPL. Forte abraço a todos, José Carlos Castro Sanches. ”

Todos sabemos o quanto nos gratifica ter a honra desse pleito na companhia de intelectuais, homens e mulheres das letras, artes e ciências. 
Como disse o ilustre escritor José Sarney ao ingressar na Academia Brasileira de Letras:  “A Academia era para mim um horizonte longínquo. Leve sedução transformada na ambição que, sem coragem de ser desejo, era um desejo de desejá-la e, desejando desejá-la, tornou-se desejo, esperança e sonho. ”

Sonho que se realizou e, como disse Walt Disney “Todos os nossos sonhos podem-se realizar, se tivermos a coragem de persegui-los. ” É isso que tenho feito todos os dias e noites, persigo os meus sonhos com os pés no chão, certo de que a distância entre sonho e realidade se chama ação. À sombra da azeitoneira, em frente à casa dos meus pais, sinto o vento soprando e vejo os raios do sol ardente iluminarem o meu sorriso ao lado deles, felizes pela conquista. As bênçãos divinas sobre as pedras dos meus caminhos me fizeram chegar até aqui. 

“Paciência, persistência e suor fazem uma combinação imbatível no sucesso! ” (Napoleon Hill)
Agradeço a Deus pela vida e pelo verbo. Aos meus pais José Firmino Sanches e Zanilde Castro Sanches que me permitirem estar aqui pela educação, sustento, abrigo, zelo, valores e princípios. Aos meus familiares e amigos pela eterna companhia nos momentos de alegria e tristeza, saúde e doença, sucesso e fracasso. 

Nenhuma conquista é mérito isolado do seu próprio dono, sem que haja a colaboração de muitos. Aqui presto o meu agradecimento e gratidão ao confrade Luiz Gustavo que em algum momento do passado me convidou para visitar a prestigiada Academia de Letras de Paço do Lumiar e, a partir daquele dia passei a frequentá-la regularmente.

Estendo também o meu agradecimento especial ao confrade Ferreira da Silva – Presidente da Academia, pelo qual fui bem acolhido desde o nosso primeiro encontro, a quem enalteço pela honra do convite para fazer parte do seleto grupo de escritores, artistas e nobres beletristas daquela academia. 

Eu, não poderia deixar de reconhecer a receptividade e grata satisfação pelo convívio nestes mais de seis meses com os colegas confrades e confreiras com os quais me junto a partir de hoje para enaltecer o nome dessa entidade. 

“Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida. “ (Sêneca) 

Tudo que se faz pela primeira vez que é valioso para a nossa vida, a nada se igualará. Portanto, a alegria que sentiu o autor de “O Dono do Mar, Norte das Águas, Saraminda e Os Maribondos de Fogo e os demais 39 membros ao tomarem posse na ABL, sinto eu em dobro neste momento, por dois motivos óbvios: eles eram notáveis detentores do conhecimento e ilustres catedráticos das letras, eu sou apenas um entusiasta da literatura que se arvora na missão de escrever para deixar um legado para as futuras gerações, sem a profundidade da ciência, nem a anuência dos acadêmicos e grandes escritores brasileiros, sequer dos maranhenses. Mas, perseguirei com afinco, um lugar de destaque junto aos prestigiados cronistas e poetas brasileiros. Tenho fé que chegarei lá antes que se encerre os meus dias de passagem por esta terra da qual sou um efêmero viajante. 

Anseio por atender às expectativas dos ilustres confrades e confreiras e, por extensão da comunidade literária que ora representamos, pela qual tenho a responsabilidade de zelar com integridade e respeito. Espero ter a sabedoria e, acima de tudo amor e dedicação à árdua missão que me foi delegada, pela qual me proponho seguir juntamente com os colegas acadêmicos em especial à confreira Wanda Cunha que toma posse juntamente comigo neste 09 de maio de 2020. Que Deus nos abençoe!

“Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito. ” (Salmo 116:12)

Quero multiplicar as minhas obras literárias e enaltecer o nome da ALPL. Fazer palpitar nos corações dos leitores a vibração de um coração como o meu que sempre bate apressado a mais de 100 batimentos por minuto, levá-los a perceber que existem estrelas no céu, que o os raios do sol brilham, que as ondas do mar sobem e descem, o vento sopra e movimenta as folhas, as árvores dão flores e sementes, e estas brotam, permitindo crescer as árvores para darem bons frutos, assim como os pássaros livres cantarem para alegrar os jardins. Eu quero poder continuar a decantar em verso e prosa tudo que vejo, ouço, sinto, degusto e cheiro. A poesia é um encanto que me encanta, com a beleza do beija-flor que suga o néctar da flor ao amanhecer ao pôr do sol na Ilha Magnética de Upaon- Açu, se estendendo até Paço do Lumiar, onde nasceu e prosperou a ALPL. 

Quero ser a luz que brilha no fim do túnel, ainda que na escuridão da ignorância, possa levar um pouco de sabedoria para aqueles que privados de oportunidades se distanciaram do fantástico mundo das letras do qual tenho o privilégio de fazer parte juntamente com os confrades e confreiras daquela Academia. 

Quero ser instrumento de mudança e levar a esperança por meio das histórias que conto em minhas crônicas, contos, poemas, textos sobre temas universais e tudo mais que possa ser decantado em verso e prosa para o desenvolvimento de Paço do Lumiar e, por extensão do Estado do Maranhão e do Brasil. A literatura não tem limites, nem fronteiras.

Sou um eterno aprendiz e quero que cada um dos meus confrades e confreiras, familiares e amigos possam a cada dia me ensinar a ser um homem melhor e, não me deixem sucumbir à vaidade, nem prescindir da humildade nesta nova missão de acadêmico desta honrada Academia de Letras de Paço do Lumiar. 

Encerro com uma estrofe da “Canção do Tamoio” do Ilustre poeta maranhense Antonio Gonçalves Dias.

“ A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar! ”

Muito obrigado a todos! Que Deus nos abençoe!

José Carlos Castro Sanches
É químico, professor, escritor, cronista e poeta maranhense. 

São Luís, 09 de maio de 2020. 

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NOTA: Esta obra é original do autor José Carlos Castro Sanches e está licenciada com a licença JCS01.05.2020. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Esta medida fez-se necessária porque ocorreu plágio de algumas crônicas do autor, por outra pessoa que queria assumir a autoria da sua obra, sem a devida permissão – contrariando o direito à propriedade intelectual amparado pela lei nº 9.610/98 que confere ao autor Direitos patrimoniais e morais da sua obra.
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