PERSPECTIVAS DA ECONOMIA MUNDIAL, PÓS-PANDEMIA

No artigo anterior, discorremos como a China conseguiu em um espaço de pouco mais de quarenta anos, sair de uma Economia agrária para uma Economia industrial e dinâmica, sendo hoje a segunda maior potência econômica do Mundo e prestes a ocupar o topo.

Mesmo com o abalo das Economias das outras nações em decorrência da pandemia do coronavírus, onde muitos países fecharão no vermelho a exemplo dos Estados Unidos da América, que deve fechar o presente ano com uma retração de seis por cento (segundo projeção do FMI), a maior nos últimos cem anos, a China segue no caminho inverso, e tem projeção de crescimento de quase dois por cento. É um número modesto para os chineses, mas um resultado gigantesco em comparação com as demais nações, que fecharão o ano com o PIB negativo.

A Alemanha e o Japão responderão pela segunda e terceira maiores proporções da queda, com mais de 7% cada. Na América Latina, Brasil e México terão um peso de 4,5% e 4,3% na retração global, respectivamente.

Mas o maior impacto será para a Economia dos Estados Unidos da América, que foi devastada pela pandemia. Enquanto escrevo este artigo, já são perto de hum milhão e trezentos mil casos confirmados, enquanto mais de setenta e cinco mil pessoas perderam a vida. O Reino Unido vem em segundo lugar com mais de duzentos e seis mil casos confirmados e mais de trinta mil mortos. A Itália tem mais casos confirmados que o Reino Unidos, mas ocupa a terceira posição porque o número de mortos é menor, cerca de vinte e nove mil até o presente momento.

Na perspectiva  para o presente ano de 2020, o FMI prevê que o PIB vai encolher 6% nos EUA, 9,1% na Itália, 7% na Alemanha e 5,2% no Japão. Esses resultados sombrios serão compensados pelo crescimento na China e na Índia, duas das maiores economias.

Para 2021, o Fundo espera forte recuperação, com expansão de 5,8% da economia global, a mais forte já registrada pelo FMI desde 1980. A China deve liderar o ritmo, contribuindo com uma participação de 29,2%, e os EUA em segundo lugar, com 12,8%. Índia, Indonésia e Alemanha completam a lista dos cinco primeiros.

(*) Hipólito Cruz, Contabilista, pedagogo, bacharel em teologia, licenciado em geografia e (Presidente em exercício do Partido Patriota na cidade de Chapadinha-MA).
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