Transforme-se na Mulher que Você Quer Ser

Tornamo-nos profissionalmente poderosas, ocupando posições corporativas antes estritamente masculinas. Somos belas, inteligentes e financeiramente independentes. Mas “a fachada de força que exibimos para o mundo esconde a angústia por trás de fórmulas mágicas”, “que não funcionam e ainda nos sobrecarregam com modelos de comportamento que não permitem que sejamos imperfeitas” (Mulheres às Avessas; Lígia Guerra).

Bancamos as heroínas, mas será que nos sentimos verdadeiramente fortes e felizes? Somos quem gostaríamos de ser? Por onde deixamos nossos sonhos?
A mulher perfeita é linda, atlética, bem sucedida profissionalmente, tem um homem também lindo, inteligente, rico e completamente apaixonado por ela (Christian Gray), além de uma família de “propaganda de margarina”. Só tem um probleminha: essa mulher perfeita não existe! A realidade é bem diferente; passamos, muitas vezes, o dia no trabalho; e que papel desempenhamos ao retornarmos aos nossos lares? Parece o máximo dizer que alguns homens ajudam nas tarefas domésticas; entretanto, o verbo ajudar aqui utilizado não descreve por si só, que, ao menos a princípio, esses afazeres seriam nossos? Parece que muitas ainda acham que sim! Precisamos exercer diversas funções e manter a forma física e o desenvolvimento intelectual para atingirmos os padrões já mencionados e cobrados, não só pela sociedade, mas também por nós mesmas. Vamos tentando atender àquilo que achamos que gostariam que fôssemos e esquecemos de buscar a realização de nossos  sonhos e de percorrer o caminho que nos leve a ser quem realmente queremos ser.

Dove Real Beleza, “Vídeo publicitário mais assistido da história do YouTube e grande vencedor de Cannes”(25 de junho de 2013, exame.com) nos revela como a nossa autocrítica interfere negativamente em nossa autoimagem e, consequentemente, em nossa autoestima. Prendemo-nos a detalhes que consideramos negativos e deixamos de lado todo o resto, encobrindo nossa verdadeira beleza e dando ênfase às imperfeições que somente nós enxergamos. Gil Zamora, artista forense treinado pelo FBI, participou desse trabalho como responsável pelos retratos falados de várias mulheres a partir da  própria percepção delas e também da percepção de uma outra pessoa. Ele afirmou: “O que vou levar comigo é a reação emocionante que elas tiveram ao ver seus retratos pendurados lado a lado. Eu acho que muitas dessas corajosas mulheres perceberam que tinham uma percepção distorcida de si mesmas que afetou parte de suas vidas significativamente”.

Percepção é o resultado do que você recebe por seus órgãos dos sentidos, elabora e interpreta. Captamos aquilo que chamamos de realidade, passamos por nossos filtros (valores, crenças, memória, decisões) e criamos uma representação a que chamamos realidade (a nossa realidade). E a nossa autopercepção (a forma como nos percebemos) está diretamente relacionada à nossa autoimagem (o modo como nós nos vemos) e nossa autoestima (o modo como nos sentimos em relação a nós mesmos). Se pensarmos em tudo o que já enfrentamos e que nos trouxe até aqui, seja no trabalho, na família, na saúde, em relacionamentos amorosos, encontraremos muitas batalhas vencidas; mas esquecemos o que nos ajudou a vencê-las. A coragem, a teimosia, a fé, a humildade, a busca por mais conhecimentos; seja o que for, se nos ajudou a vencer, é uma força. E essa força está dentro de nós, talvez apenas adormecida, esperando que a acordemos e a utilizemos.

Como diz o Dr. Lair Ribeiro, médico cardiologista, nutrólogo, e escritor de best-seller brasileiro, “nosso desempenho pessoal e profissional nunca será maior que a nossa autoestima e nossa autoimagem”. Mas para elevarmos a nossa autoestima é necessário que trabalhemos a tríade corpo, mente e emoção. Você já reparou o quanto a sua postura reflete o seu estado emocional? Você já parou para analisar que tipo de pensamentos constumam habitar na sua mente? Como a sua saúde corporal interfere nas suas emoções e o inverso? Responder a esses questionamentos requer autoconhecimento, cuja busca é interminável, mas o caminhar é realmente libertador. Entretanto, esteja você onde estiver nesse processo, possua você os recursos relacionados a tempo e ao financeiro que possuir, o importante é começar e se isso for uma decisão, haverá maneiras. 

Mulheres bem sucedidas sabem aonde querem chegar! Mas para se chegar a algum lugar é preciso saber primeiro onde estamos! E se eu perguntasse a você quem é hoje e quem quer ser, ou aonde quer chegar, você saberia me responder?
Passado, presente e futuro são partes de processos cíclicos! O presente pode ser a chance de reinterpretar o passado e modificar o sentimento em relação ao ocorrido, de ressignificar a dor e a culpa. Mas se faz mais interessante quando aproveitamos para criar uma meta e vislumbrar um futuro melhor.

É preciso coragem para sonhar e realizar; e isso passa pela autoestima e autoimagem. Não basta desejar ser uma outra mulher; é preciso decidir ser uma outra mulher, tendo os seus valores como alicerce e consciência dos obstáculos a enfrentar. Eu passei por isso e atesto que é possível! Você pode! Transforme-se na mulher que você quer ser!

*Diana Gaspar é Master Coach e proprietária da empresa DIANA GASPAR DESENVOLVIMENTO HUMANO
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